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Keiko Fujimori é eleita presidente do Peru

LIMA — A candidata conservadora Keiko Fujimori alcançou nesta quarta-feira (24) uma vantagem matematicamente irreversível na apuração do seg...

LIMA — A candidata conservadora Keiko Fujimori alcançou nesta quarta-feira (24) uma vantagem matematicamente irreversível na apuração do seg...

LIMA — A candidata conservadora Keiko Fujimori alcançou nesta quarta-feira (24) uma vantagem matematicamente irreversível na apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru, consolidando-se como presidente eleita, embora a proclamação oficial do resultado ainda deva levar algumas semanas.

Com 99,8% das urnas apuradas até a manhã desta quarta, Fujimori aparecia com 50,11% dos votos, contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez, uma diferença de cerca de 43 mil votos, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). Como restam aproximadamente 40 mil votos a serem contabilizados, Sánchez já não tem mais possibilidade matemática de ultrapassar a adversária.

A virada definitiva de Keiko foi consolidada ao longo da semana passada, impulsionada sobretudo pela contagem dos votos de peruanos residentes no exterior. A candidata do partido Força Popular havia voltado à liderança nos últimos dias, após Sánchez ter permanecido à frente durante parte da apuração.

Apesar da vantagem irreversível, a vitória ainda não será oficializada de imediato. O processo depende da análise de atas e recursos pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), instância máxima da Justiça eleitoral peruana, que ainda precisa revisar documentos contestados antes de encaminhar os resultados finais à ONPE. Segundo a imprensa local, a proclamação formal do vencedor pode ocorrer apenas em meados de julho.

O Peru tem um histórico de apurações lentas, devido a fatores como o uso de cédulas em papel, a complexidade logística em zonas eleitorais remotas, o voto no exterior e a margem apertada entre os candidatos. Neste pleito, a diferença mínima entre Fujimori e Sánchez tornou o processo ainda mais demorado.

A reta final da apuração foi marcada por contestação do candidato de esquerda. Na terça-feira (23), Roberto Sánchez denunciou fraude no processo eleitoral, afirmou que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori e convocou apoiadores para novos protestos. O candidato também anunciou que pedirá recontagem dos votos e questionou especialmente a votação dos peruanos residentes fora do país.

Sánchez já havia apresentado recursos para anular parte dos votos do exterior, alegando irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela imprensa peruana, no entanto, afirmaram que os pedidos não têm base jurídica sólida e serviriam sobretudo para retardar a proclamação oficial do resultado.

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