MOSCOU — Morreu na sexta-feira (26), aos 73 anos, o ex-ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, um dos mais antigos aliados do president...
MOSCOU — Morreu na sexta-feira (26), aos 73 anos, o ex-ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, um dos mais antigos aliados do presidente Vladimir Putin e que, durante anos, foi apontado como um dos principais cotados para sucedê-lo no comando do país.
O Kremlin confirmou a morte de Ivanov, mas não informou a causa nem forneceu outros detalhes. Em nota, Vladimir Putin manifestou condolências aos familiares do ex-ministro.
Putin e Ivanov se conheciam desde a década de 1970, quando ambos atuavam como jovens oficiais da KGB em Leningrado, atual São Petersburgo. Após a eleição de Putin para a Presidência, em 2000, Ivanov assumiu o cargo de secretário do Conselho de Segurança da Rússia e, no ano seguinte, foi nomeado ministro da Defesa.
À frente da pasta entre 2001 e 2007, Ivanov supervisionou a segunda guerra da Chechênia, conflito que consolidou o controle de Moscou sobre a região separatista.
Quando Putin deixou temporariamente a Presidência em 2008 devido aos limites constitucionais de mandato, Ivanov era amplamente considerado um dos favoritos para sucedê-lo. No entanto, o presidente optou por indicar Dmitry Medvedev, que governou entre 2008 e 2012 antes de devolver o cargo a Putin. Analistas da época apontaram que Ivanov teria sido preterido por ser visto como excessivamente ambicioso.
Mesmo sem chegar à Presidência, Ivanov permaneceu entre os principais integrantes do círculo de confiança de Putin. Foi vice-primeiro-ministro entre 2007 e 2011 e chefe da administração presidencial do Kremlin de 2011 a 2016.
Em 2016, passou a ocupar o cargo de representante especial do presidente para questões ambientais e de transporte, função considerada majoritariamente honorífica e sem grande influência política. Ele deixou o posto no início deste ano.
Assim como outros altos dirigentes russos, Sergei Ivanov foi alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia em resposta às ações militares da Rússia na Ucrânia.
Nenhum comentário